Enfim, não tenho pretensões de escritora, nem de iluminada! É um blog singelo este para falar das minhas dores e dar descanso aos ouvintes de sempre. Aproveito e mostro também as cores do meu mundo....que a vida é das Dores e Cores.

18 dezembro 2007
Brincar
brincar no frio das palavras. das mensagens. Brincar no cheiro da chuva, das memórias. Sonhar com os laços, com as etiquetas. Longe tão longe.
09 maio 2007
no fim
ou no princípio.
Apesar de não quereres saber, há sempre um fim, que é sempre um princípio. De nada, ou melhor: de medos, incertezas e futuros. Conjugações, previsões, aspirações e suposições.
No fim há sempre o principio…..nem que mais não seja de reinventar a vida.
De pegar nos restos e juntar, mais uma vez, um a um, os cacos. Os sacos. Cheios de restos de vida que agora já não é, e não vai ser nunca igual.
Depois há as caixas de papel. Novas. Que serviram a outros e nos foram dadas. Na da televisão vão os livros. Na caixa do aspirador vão os sapatos. E vamos andando assim na vida. Caixas, sacos…empacotamos tudo. Empacotamos sentimentos para mais tarde os reabrirmos. Deixarmos brotar para outros espaços. Subirem outras escadas, calçarem outros corações. Abre as caixas, abre os sacos e espalha os teus retalhos de vida noutras paredes de outras cores.
Dores e cores noutras moradas, a tentar ir mais longe e ser mais feliz.
O fim de tudo é o recomeço. Como diz o outro:
Apesar de não quereres saber, há sempre um fim, que é sempre um princípio. De nada, ou melhor: de medos, incertezas e futuros. Conjugações, previsões, aspirações e suposições.
No fim há sempre o principio…..nem que mais não seja de reinventar a vida.
De pegar nos restos e juntar, mais uma vez, um a um, os cacos. Os sacos. Cheios de restos de vida que agora já não é, e não vai ser nunca igual.
Depois há as caixas de papel. Novas. Que serviram a outros e nos foram dadas. Na da televisão vão os livros. Na caixa do aspirador vão os sapatos. E vamos andando assim na vida. Caixas, sacos…empacotamos tudo. Empacotamos sentimentos para mais tarde os reabrirmos. Deixarmos brotar para outros espaços. Subirem outras escadas, calçarem outros corações. Abre as caixas, abre os sacos e espalha os teus retalhos de vida noutras paredes de outras cores.
Dores e cores noutras moradas, a tentar ir mais longe e ser mais feliz.
O fim de tudo é o recomeço. Como diz o outro:
02 março 2007
Prolapso
Brinco comigo. Engano-me. Aperto no coração. Coração que bate desmedido. Desbatido. Esbatido.
Bate noutro lado que não o meu. Não o reconheço. Não me reconheço.
Não.
Bate bate coração.
Vai batendo. Vai batendo. Como um relógio. De corda. Mas não acordes.
Bate bate coração
Anestesiado
Angustiado
Fatigado
Enfadado
Mas bate, bate Coração
Bate noutro lado que não o meu. Não o reconheço. Não me reconheço.
Não.
Bate bate coração.
Vai batendo. Vai batendo. Como um relógio. De corda. Mas não acordes.
Bate bate coração
Anestesiado
Angustiado
Fatigado
Enfadado
Mas bate, bate Coração
02 fevereiro 2007
Nostalgia, Melancolia
Acho que a partir do momento em que fiz 2 anos fiquei com a nostalgia do ano passado. Desde que me conheço que sou nostálgica. Gosto de ouvir músicas da minha infância, adolescência e de há poucos anos desta idade adulta. Gosto de suspirar, de sentir a garganta apertada, da lágrima que aconchega os olhos.
Gosto de relembrar cheiros, imagens, sons, tons.
Sou assim, mas muito mal assumida, e já me apanho a dizer: “Ah devias era ter-me visto com 15 anos, isso sim…”. Arrependo-me, engulo as palavras, gozo comigo. E penso: vou ser uma velha lixada.
Gosto de relembrar cheiros, imagens, sons, tons.
Sou assim, mas muito mal assumida, e já me apanho a dizer: “Ah devias era ter-me visto com 15 anos, isso sim…”. Arrependo-me, engulo as palavras, gozo comigo. E penso: vou ser uma velha lixada.
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