Hoje chego ao trabalho e vou ler o blog. Leio comentários alusivos a bebidas alcoolicas num determinado almoço.
Ora bem, este almoço de negócios, passou para sexta-feira passada. Ora pois que foi um "welcome lunch" muito amistoso e pago pelo Boss. Houve espaço para brindes, sobremesa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a de chocolate. Houve massagem ao ego...o que dá sempre uma sensação de leveza no final das refeições. Daí o meu bom humor. Foi da massagem ao ego, e não do vinho tinto (poderoso) que serviu de acompanhamento ao bacalhau. Por isso é que me ri muito à tarde. Por causa da massagem ao ego. Mai nada. E depois ainda há gente que me diz que estava muito contente, muito alegre por causa do vinho. A senhora que partilha a sala comigo é que ficou de orelha no ar por me ver chegar às 15:30.....
Enfim, não tenho pretensões de escritora, nem de iluminada! É um blog singelo este para falar das minhas dores e dar descanso aos ouvintes de sempre. Aproveito e mostro também as cores do meu mundo....que a vida é das Dores e Cores.
07 novembro 2005
03 novembro 2005
Estou para aqui
a trabalhar e a fazer dieta. E há alguém que só me manda guloseimas por mail. Esse alguém tem maldade, ruindade no corpo, olaré se tem.
I
Calçou os sapatos a correr e fechou a porta silenciosamente. Já era de manhã para ela, ainda não era para muita gente. A noite ainda estava presente. Para ela já era dia, sem o ser. Entrou no carro. Fez-se à estrada.
Na portagem a mesma pessoa. Nunca soube porque não tratava da via verde. Também não interessava: sempre falava com alguém. Sempre havia um bom dia e boa viagem. Parou na estação de serviço da auto-estrada. Era lá que bebia o seu café. Em jejum. Com as ideias ainda em jejum. Bom dia era uma bica. O segundo bom dia de hoje.
Para beber o café tinha que ser ali: os cafés do bairro e do emprego ainda estavam fechados àquelas horas.
Mais uma vez entra no carro e corre a estrada.
Chegou ao emprego. Um prédio de escritórios. Muitos. Entra e não vê o segurança. Mas que raio, onde se terá metido o Cândido? Não é muito normal. Espera pelo elevador. Espera. Continua à espera. No visor dos pisos mostra o número 7. Continua no 7. Há tempo de mais que está no 7. E o Cândido? Se ele aqui estivesse poderia dizer: mas que raio se passa com o elevador?
Resolve subir as escadas. É a ela que lhe cabe abrir a porta, ligar as luzes, preparar tudo para a chegada dos funcionários. Era desta que ia emagrecer. Subir até ao 10º andar iria dar para matar as calorias intrusas. Abre a porta de segurança e sobe, sobe. Vem-lhe à cabeça: Sobe a calçada, Luísa, Sobe a Calçada. Sorri. Pensa: tenho que deixar de fumar. Sorri. Pensa: Se alguém da empresa sonha que eu sei poesia tem uma coisa má. Sorri: saberá alguém lá da empresa poesia? São muito ocupados para isso. Muito gestores e doutores para isso.
Finalmente chegou ao piso dos escritórios. As luzes do piso estão acesas. Estranho. A porta do escritório fechada, mas lá dentro alguns gabinetes têm as luzes ainda, ou será já, acesas. Estranho. Faz a ronda: apaga o que tem a apagar, liga o que tem a ligar.
Senta-se no seu posto de trabalho. É mesmo à entrada, misto de telefonista/recepcionista, mas acima de tudo transparente para os gestores e doutores.
Lembra-se de ligar para o Cândido. Não atende. Estranho. Lembra-se de ir ao elevador verificar se ainda está preso no 7º piso. Confere: está preso no 7º piso.
Resolve ir lá abaixo. São poucos os lances de escadas.
As luzes estão acesas e consegue ver parte da porta do elevador: está aberta. Avariado, com certeza, avariado. Dirige-se para a porta, e à medida que vai andando sente as botas escorregarem. Mas que raio? Onde está o Cândido? Olha para a porta do elevador, o olhar descai até o chão. Afinal ali estava o Cândido. Deitado no chão, envolto numa poça de sangue e a porta do elevador a bater no ombro. Abria e fechava e batia no ombro. Pensou: mas que raio?
(continua....)
Na portagem a mesma pessoa. Nunca soube porque não tratava da via verde. Também não interessava: sempre falava com alguém. Sempre havia um bom dia e boa viagem. Parou na estação de serviço da auto-estrada. Era lá que bebia o seu café. Em jejum. Com as ideias ainda em jejum. Bom dia era uma bica. O segundo bom dia de hoje.
Para beber o café tinha que ser ali: os cafés do bairro e do emprego ainda estavam fechados àquelas horas.
Mais uma vez entra no carro e corre a estrada.
Chegou ao emprego. Um prédio de escritórios. Muitos. Entra e não vê o segurança. Mas que raio, onde se terá metido o Cândido? Não é muito normal. Espera pelo elevador. Espera. Continua à espera. No visor dos pisos mostra o número 7. Continua no 7. Há tempo de mais que está no 7. E o Cândido? Se ele aqui estivesse poderia dizer: mas que raio se passa com o elevador?
Resolve subir as escadas. É a ela que lhe cabe abrir a porta, ligar as luzes, preparar tudo para a chegada dos funcionários. Era desta que ia emagrecer. Subir até ao 10º andar iria dar para matar as calorias intrusas. Abre a porta de segurança e sobe, sobe. Vem-lhe à cabeça: Sobe a calçada, Luísa, Sobe a Calçada. Sorri. Pensa: tenho que deixar de fumar. Sorri. Pensa: Se alguém da empresa sonha que eu sei poesia tem uma coisa má. Sorri: saberá alguém lá da empresa poesia? São muito ocupados para isso. Muito gestores e doutores para isso.
Finalmente chegou ao piso dos escritórios. As luzes do piso estão acesas. Estranho. A porta do escritório fechada, mas lá dentro alguns gabinetes têm as luzes ainda, ou será já, acesas. Estranho. Faz a ronda: apaga o que tem a apagar, liga o que tem a ligar.
Senta-se no seu posto de trabalho. É mesmo à entrada, misto de telefonista/recepcionista, mas acima de tudo transparente para os gestores e doutores.
Lembra-se de ligar para o Cândido. Não atende. Estranho. Lembra-se de ir ao elevador verificar se ainda está preso no 7º piso. Confere: está preso no 7º piso.
Resolve ir lá abaixo. São poucos os lances de escadas.
As luzes estão acesas e consegue ver parte da porta do elevador: está aberta. Avariado, com certeza, avariado. Dirige-se para a porta, e à medida que vai andando sente as botas escorregarem. Mas que raio? Onde está o Cândido? Olha para a porta do elevador, o olhar descai até o chão. Afinal ali estava o Cândido. Deitado no chão, envolto numa poça de sangue e a porta do elevador a bater no ombro. Abria e fechava e batia no ombro. Pensou: mas que raio?
(continua....)
02 novembro 2005
O Blog
fez ponte. Porque o blog também tem direito a fazer ponte.
Eu é que não. Já não consigo....velha, é o que é.
Mas fiquei feliz porque ainda não me dão 30 anos. Também se me dessem eu não os queria para nada. Ok, disseram: "no máximo para aí uns 28...."O que não é mau. Os 4 restantes ficaram guardados para os dias em que não tenho tempo para pôr base.
Eu é que não. Já não consigo....velha, é o que é.
Mas fiquei feliz porque ainda não me dão 30 anos. Também se me dessem eu não os queria para nada. Ok, disseram: "no máximo para aí uns 28...."O que não é mau. Os 4 restantes ficaram guardados para os dias em que não tenho tempo para pôr base.
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