Enfim, não tenho pretensões de escritora, nem de iluminada! É um blog singelo este para falar das minhas dores e dar descanso aos ouvintes de sempre. Aproveito e mostro também as cores do meu mundo....que a vida é das Dores e Cores.
20 outubro 2008
11 outubro 2008
Apanha, Recolhe, Verga-te,
Apanha, Recolhe, Verga-te, mais uma vez e uma e outra. Tu, a tua mãe, a mãe dela. A tristeza, a pobreza, a incerteza apenas mudou de lugar. Os rostos são outros (ou não), a lição a mesma. Na imensidão da solidão do campo, na imensidão da solidão da saudade. Cantas no campo, cantas na cidade. Se no campo não havia vivalma para te ouvir. Na cidade podem estar bem perto, mas os i-pods do coração impedem de ouvir. Os vidros duplos impedem de chegar os sons. Vidros duplos nos olhos, nas consciências, nos corações. Tempos passam e a inclinação é a mesma.....Apanha, Recolhe, Verga-te.
27 setembro 2008
e tantas vezes dou por mim a dizer isto:
mar e guerra.
E cheira a laranjas maduras.
Quando as gaivotas trazem no bico
os primeiros pedaços de sol para acender o dia,
Lisboa deixa correr os cabelos pelo Tejo
e o povo pelas ruas.
À mesma hora, a coragem agita no sangue
duas grandes asas inquietas.
Por todas as janelas destruídas, já o mar entrou,
derrubando acácias,
cantando hinos de espuma
E porque toda a coragem é necessária,
toda a esperança é legítima.
joaquim pessoa, não me lembro o livro, nem o ano.....
Alexandre O'Neill
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Poesias Completas 1951-1986
