depois, apareço aqui para dizer que estou viva e de boa saúde.
Tenho os dias completos e as noites cheias de cansaço. A maior parte dos dias nem vejo a minha filha. Vão-se avolumando as (des)culpas de mãe ausente.
Procuro uma casa mais perto do(s) emprego(s). Procuro a qualidade de vida e cada vez que estou em minha casa, acho que só pode ser ali. Com o campo. Com os Vizinhos. Com aquela casa.
Procuro justificações em mim e para mim. Estou mais tempo com ela. Transmito estas supostas certezas a ele. Para ele se convencer que acredito mesmo nas razões de mudarmos para a cidade cinzenta.
Canso-me a justificar. Justifico-me com o cansaço. Esgoto as caixas de Kompensam para me ajudar a digerir o cansaço.
Mas estou bem. Muito bem. Prefiro isto a estar na casa que adoro com os dias a escorrerem pelos dedos. Isso não.
Enfim, não tenho pretensões de escritora, nem de iluminada! É um blog singelo este para falar das minhas dores e dar descanso aos ouvintes de sempre. Aproveito e mostro também as cores do meu mundo....que a vida é das Dores e Cores.
24 outubro 2006
14 outubro 2006
só para dizer
que o blog não morreu, eu estou definitivamente sem tempo para cá vir. Nem sequer tenho ido aos outros blogs. Tenho por cuscar as férias alheias. Ver as fotos...pois há já imenso tempo.
Por outro lado, esta coisa de blog só tem sentido se for actualizado diariamente, ou vá, dia sim, dia não.
Mas não, desta vez não tenho vontade de acabar com isto. Tenho, sim, vontade de ter tempo para isto. Tenho tanto para dizer...
Por outro lado, esta coisa de blog só tem sentido se for actualizado diariamente, ou vá, dia sim, dia não.
Mas não, desta vez não tenho vontade de acabar com isto. Tenho, sim, vontade de ter tempo para isto. Tenho tanto para dizer...
17 agosto 2006
quase
Sem saber, olhei para o céu e vi-te. Quase que te senti. Quase.
E é nestas alturas que me perco por ficar tão perto.
E é nestas alturas que me perco por ficar tão perto.
11 agosto 2006
Reformular
Falta-me coragem.
Se calhar não.
Falta-me convicção. Antes assim.
Falta-me convicção para me fazer perceber.
Para tu perceberes e acatares que o que digo é mesmo a sério.
Falta-me convicção naquilo que digo
e sinto.
Se calhar não.
Falta-me convicção. Antes assim.
Falta-me convicção para me fazer perceber.
Para tu perceberes e acatares que o que digo é mesmo a sério.
Falta-me convicção naquilo que digo
e sinto.
Hinos...
No meio das conquistas, de disputas de fronteiras, imposições de crenças ou religiões, terrorismos e guerras, vem-me à memória a música batida:
Os Hinos
Os hinos são frutos perversos
crescendo no ramo dos versos
roubando o vento e a luz à folha
os hinos cegam quem os olha
Adoradores de sangue, sempre
os hinos bebem quem os cumpre
quantos sentidos tem a palavra
que o hino tomou por escrava
Beijou-me bem, matou-se a esmo
e o hino é sempre o mesmo
sempre o mesmo
beijou-me forte, matou-se feio
e o hino sempre de permeio
Choro por mim aos pés da forca
e o hino fala-me da dor que há
maior que a minha, melhor que a vida
e a morte vem despercebida
E se houver quem desta paz se farte
irmãos, irmãos, hinos à parte
lá vêm músicos, lá vêm letristas
divulgarão novas conquistas
Beijou-me bem, matou-se a esmo
e o hino é sempre o mesmo
sempre o mesmo
beijou-me forte, matou-se feio
e o hino sempre de permeio
Se cada igreja tem o seu sinos
e cada patria tem o seu hino
que fazem dentro das sepulturas
versos e sons e partituras?
Épicos de todo o mundo, uni-vos
fazei dos hinos pregões vivos
fazei dos hinos perdões aceites
em cama onde não durmas não te deites
Beijou-me bem, matou-se a esmo
e o hino é sempre o mesmo
sempre o mesmo
beijou-me forte, matou-se feio
e o hino sempre de permeio
Os Hinos
Os hinos são frutos perversos
crescendo no ramo dos versos
roubando o vento e a luz à folha
os hinos cegam quem os olha
Adoradores de sangue, sempre
os hinos bebem quem os cumpre
quantos sentidos tem a palavra
que o hino tomou por escrava
Beijou-me bem, matou-se a esmo
e o hino é sempre o mesmo
sempre o mesmo
beijou-me forte, matou-se feio
e o hino sempre de permeio
Choro por mim aos pés da forca
e o hino fala-me da dor que há
maior que a minha, melhor que a vida
e a morte vem despercebida
E se houver quem desta paz se farte
irmãos, irmãos, hinos à parte
lá vêm músicos, lá vêm letristas
divulgarão novas conquistas
Beijou-me bem, matou-se a esmo
e o hino é sempre o mesmo
sempre o mesmo
beijou-me forte, matou-se feio
e o hino sempre de permeio
Se cada igreja tem o seu sinos
e cada patria tem o seu hino
que fazem dentro das sepulturas
versos e sons e partituras?
Épicos de todo o mundo, uni-vos
fazei dos hinos pregões vivos
fazei dos hinos perdões aceites
em cama onde não durmas não te deites
Beijou-me bem, matou-se a esmo
e o hino é sempre o mesmo
sempre o mesmo
beijou-me forte, matou-se feio
e o hino sempre de permeio
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