31 agosto 2005

Carolina: Sumo na Vida

Entre esta e esta...ainda não decidi qual cantar à Carolina. Por enquanto vão as duas. Aceitam-se propostas ....

É claro que a Mana já tinha dedicado um playback à Carocas....é só ver os comentários

Frase da Semana

"(...) Acho que, no caso de Soares, o PS foi longe de mais na intenção do aumento da idade de reforma...(...)"


Autor desconhecido.

O Pai da Carolina

O pai da Carolina apareceu na minha vida assim, devagarinho.
O pai da Carolina tem muitas cores, muitas delas escondidas.
O pai da Carolina relativiza os meus problemas.
O pai da Carolina é um pai muito babado. Adormece a Carocas, embala a Carocas, fica com ela para a mãe ir às compras. Faz tudo à Carocas. É um pai babado, é definitivamente um pai galinha.
Quando o pai da Carolina resolveu aparecer na minha vida, trouxe muitas cores novas. Eu nem as conhecia, nem sabia que elas existiam.
De repente, uma ventania assolou as nossas cores. Tivemos que repensar, fazer uma nova construção pictórica. Foi difícil, mas "ninguém nos disse que a vida é fácil". E lá nos fomos aguentando, tentando pintar o melhor de cada um para dar cores diferentes à vida.
Quando menos esperávamos pintamos a COR MAIOR. Ela lá foi aparecendo...minimizou tantas dores....
Sim, porque houve dores....e ainda as há...Mas também há as pedras, tantas vezes pedidas, para se pôr em cima de assuntos. Claro que depende do tamanho das pedras e depende do tamanho dos assuntos. Há que ter cuidado ao pôr as pedras...para não nos caírem em cima....
Sempre me disseram que era assim...Mas agora, pai da Carolina, promete-me que vais ser sempre um pai assim, mas promete também que vamos voltar a pintar novas cores. Devem haver tantas ainda por descobrir.

(um dia toda a blogosfera vai saber como salvar velhinhas de incêndios na Estefânia....)

30 agosto 2005

25 de Julho de 2004 – Olá Carolina, Olá!



Estavas há já 40 semanas no bem bom da minha barriga. Sabias perfeitamente quando e a quem te mostrares: danças intermináveis que faziam o espanto de quem olhava a minha barriga enorme. Aliás toda eu enorme.
Quando engravidei, fiquei logo com cara de grávida: lábios grossos, cara inchada...e manchas em toda a cara. Não enganava ninguém, a barriga e as ancas apareceram logo a dizer estamos aqui prontas para o que der e vier.
E estavam realmente prontas para a Carolina. A mãe queria uma menina, e a tia Rita também, mas entre primas e bisavós houve apostas e promessas de anéis. O Pai dizia que lá vinha um rapaz apoiado pelo avô; o Bisavô pensava que era desta (uma filha que já lhe tinha dado duas netas....era agora, era só podia ser agora!)
Mas não, quando o médico que fez a Ecografia disse que aparentemente estava tudo bem, e que sim senhora era uma menina, a tia riu-se do pai com um ar triunfante. E o bisavô ao telefone desabafou um ora-bolas-ainda-não-é-desta. Mas ficou a saber que ias ter o nariz abatatado e arrebitado da mãe (genes transmitidos pelo bisavô).
Os dias foram passando, e tu foste crescendo....e eu também. Roupa, berço, alcofa, carrinho, fraldas, chupetas, biberons, tudo em casa estava pronto para a tua chegada.
Às 38 semanas os médicos acharam que tinham que dar uma ajuda para te lembrar que estava na hora de conhecer o que se passa cá fora.
E então lá íamos nós 2 vezes por semana para os “toques”....e depois andar muito, muito, muito. Lá andávamos nós no Centro Comercial para estarmos no ar condicionado que os dias eram muito quentes. E à noite íamos passear o Gaspar no bairro, para andarmos, andarmos, andarmos....Claro que embalavas no sono e só acordavas quando me ia deitar.
Estava previsto nasceres a 24 de Julho, e realmente às 6:45 do dia 24, lá acordaste a mãe...Tinhas furado qualquer coisa e inundei a cama. O pai nem acreditava, pensava que era a brincar. E as dores? Nada! Nadinha.
Lá fomos nós para o Hospital, avisámos a prima que tinha dado toques e feito todas as ecos. Era um sábado, a avó não tinha boleia e lá foi ela de táxi para o Hospital para ser uma das primeiras a ver-te, também a enganaste.
A mãe lá foi arranjada pelas enfermeiras, que diziam que ainda faltava. Passámos o dia inteirinho lá. Nós as duas...tu calma, calminha, já não andavas nas danças, e eu a pensar que devias ter arrependido...
Mas lá para as 8 da noite lá deram umas coisas para apressar a menina que não estava pelos ajustes.
À meia noite andávamos nós nos corredores, a mãe agarrada ao “bobi” e tu a descansares....
Às 4 e tal da manhã, as dores estavam a ficar muito perto do insuportável e resolvemos chamar as enfermeiras que diziam, ah ainda não está com cara disso. Como se a minha cara falasse por ti. Mas a cara engana...e lá viram que já se podia dar um remédio para não sentir essas dores. Lá fomos nós....e depois foi esperar. A prima ia telefonando para as enfermeiras para saber como estavam as coisas. Mas ainda faltava. A mãe mandava mensagens ao pai....até que telefonou e disse, vem. O pai lá foi tão atarantado que estragou o pára-choques do carro. No dia a seguir o pai conseguiu avariar um carro emprestado, também. Mas nesse dia 25, lá esteve o pai com a mãe...e quando estavas mesmo quase a vir ao mundo, apareceu a prima! Surpresa boa!
E finalmente às 15:45 conseguiste sair!!!! A prima e a enfermeira diziam força: deram o jeitinho, e a mãe puxou-te pelos braços para dar a ajuda final. O pai, corajoso, pegou na tesoura e cortou o cordão que nos unia. E chorou...Mas tu choravas mais alto!
Mas mal te puseram em cima da minha barriga, ainda suja, cheia de coisas da mãe e coisas tuas, ficaste muito séria e caladinha a olhar para mim.
E eu olhava e não pensava. Só saía Olá Olá...princesa!
Levaram-te para os aposentos das princesas para te lavarem e vestirem. E depois, à socapa, a prima abriu a porta e mostrou-te aos avós. São aquelas fotos de avós de primeira viagem...a babarem contigo ao colo.
A mãe demorou muito tempo a ser arranjada....e quando te puseram a mamar, não querias sair. As visitas todas que tinham chegado, só nos puderam ver no corredor, e tu ainda a mamar! Os avós todos lá estavam, as tias, os primos.
E lá fomos nós as 2 para o quarto morrer de calor. Eras a maior do quarto: 3420Kg e 50 cm..
E eu fiquei não sei quanto tempo a olhar para ti a dormir, com os olhos cheios de água (muita água....) e a dizer: Olá Carolina, Olá! Olá bebé, Olá!


29 agosto 2005

A Avó

Aos 8 anos uma avó é assim:

"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, principalmente se não tiver televisão."

(recebido por e-mail)